quarta-feira, 17 de maio de 2017

Estar fora do nosso elemento/ Being out of our element

Tenho passado por aqui mas não tenho publicado nada porque estou e estarei fora de Portugal por uns meses.

É estranho estar fora do nosso elemento e estar constantemente a pensar noutra língua que não a nossa própria. É difícil não vou mentir. Tudo é diferente, as pessoas, a comida, o tempo, os comportamentos, as tradições, a forma como olham para alguém estranho. 

É uma constante tentativa de adaptação ao país onde nos encontramos. Há dias melhores e há dias piores, basicamente. É uma questão de ver o melhor de todos os dias.

Hoje chove (bastante por acaso), mas deixo uma fotografia. Mostra que Portugal está em todo o lado, e que em cada esquina há um português algures.







________________________________________________ English Version

I've been here but I haven´t posted anything because I am and I will be out of Portugal for a few months.

It's weird to be out of our element and be constantly thinking in another language other than our own. It´s dificult, I won´t lie. Everything is different - the people, the food, the weather, the behaviors, the traditions, the way people look at a foreign. 

Is a constant attempt to adapt to the country where we are. There are better and worse days, basically. It´s a matter of seeing the best of every day.

Today it rains (quite a lot), but I leave a photo. It shows that Portugal is everywhere, and in every corner there is a Portuguese somewhere.






domingo, 26 de março de 2017

Brownie de Abacate e Chocolate

O M. adoro brownies (apesar de não gostar de chocolate, diz ele) e eu também sou bastante apreciadora claro. Este em questão tem uma textura mais "cola", bastante agradável.

Infelizmente fiz a receita toda a olho, mas penso que conseguirem deixar aqui as quantidades essenciais.



Ingredientes:


  • 2 ovos
  • 2 abacates esmagados em puré
  • 150 gr de açúcar, metade moreno, metade amarelo
  • 8 colheres de sopa bem cheias de farinha
  • 1 colher de café de fermento
  • 100 gr de chocolate em pó
  • 1 mão bem cheia de frutos secos (usei pistácios, nozes pecan e nozes macadâmia)
  • 80 gr de chocolate negro picado (ou em pepitas)

Preparação:

Pré-aqueçam o forno a 180 º.

Batam os ovos em velocidade baixa, até ficarem dobrarem de tamanho. Acrescente os açúcares e bata até estarem bem misturados. Acrescentem os restantes ingredientes, batam em velocidade baixa, pela ordem: abacate, fermento, farinha, chocolate em pó, frutos secos.

Vertam o preparado numa forma de brownie, untada de manteiga e polvilhada de farinha, vai ao forno a 180 º, cerca de 30/40 minutos.

quarta-feira, 22 de março de 2017

Experiências Gastronómicas - Roma (Itália)

Coliseu de Roma

Esta viagem foi feita em Fevereiro, para comemorar o nosso aniversário. Estávamos a precisar de umas mini férias assim, só nós dois. Valeu pelo resto do ano.

É-me muito difícil escolher de entre as 600 fotos que tirei, e cingir-me apenas a meia dúzia de locais mais badalados, pois acho que não vi tudo o que tinha a ver. A bem dizer vi os principais locais de Roma, mas não teria problema de ficar mais 5 dias para explorar as partes menos turísticas da cidade.

Roma é fantástica. O centro da cidade está sempre cheio de gente, uma confusão bem-vinda, para mim que adoro "espreitar" os outros. Se se conseguirem sentar por uns minutos, apreciem o vai e vem de gente de diferentes nacionalidades.

Um dos locais que gostei de visitar foi o Coliseu Romano, a parte de fora, principalmente. Só vale a pena ver por dentro se comprar um bilhete que já inclua o coliseu, caso contrário, não acho que valha a pena, comprar uma entrada, única e exclusivamente, para ver o seu interior.

Fontana di Trevi
Das coisas mais lindas que vi foi, sem dúvida, La Fontana di Trevi, adorei, ainda lá fomos duas ou três vezes. Quer seja de dia ou de noite, é simplesmente fantástica. Feita de mármore, é a maior fonte de Roma com 26 metros de altura e 20 de largura. Reza a história que quem mandar uma moeda à fonte, voltará a Roma. Há ainda uma outra lenda, não tão conhecida, que faz notar a Fontana degli Innamorati, um pequeno chafariz ao lado da Fontana di Trevi, em que os apaixonados que matarem a sede com a água deste chafariz, ficarão juntos para sempre.


Vale a pena a visita ao Vaticano, nem que seja para apreciar a magnitude da riqueza daquele pequeno estado. Se não quiserem estar na fila para os bilhetes podem sempre aproveitar as inúmeras propostas dos guias disponíveis, sejam persistentes e consigam a oferta mais baixa. Ao irem com um guia têm a vantagem de passar à frente da fila (que pode bem ser enormíssima, em alguns dias).


Basílica de São Pedro - La Pietá
No Vaticano o que mais gostei foi a Capela Sistina (não é permitido fotografar, ou mesmo, fazer barulho). Situada no Palácio Apostólico, é popular pela sua arquitectura, influenciada pelo Templo de Salomão do Antigo Testamento, e pelos seus frescos, pintados pelos maiores artistas da época Renascentista, em especial Michelangelo. Este concebeu o tecto da capela, entre 1508 e 1512, a pedido do Papa Júlio II. Os seus vários elementos são parte de um plano maior, que inclui um outro grande fresco, o fresco do Juízo Final, situado na parede do altar do santuário (o meu preferido diga-se). 
Igreja Gótica Santa Maria Minerva
 (única em Roma neste estilo)
Estátua de São Pedro, em Bronze,
 da autoria de Arnolfo di Cambio, do século XIII
Se se conseguirem sentar na capela (tarefa muito difícil porque está cheia de gente) apreciem os diferentes frescos - poderão ver a diferença entre eles, os primeiros frescos são mais pequenos que os restantes. Michelangelo enquanto escultor terá tido alguma dificuldade de percepção em pintura, daí a diferença entres eles. A capela tem 40.9 metros de comprimento e 14 metros de largura, de salientar que Michelangelo pintou o tecto, sozinho, de pé, em andaimes. É de valor! Se ele fosse efectivamente um pintor, não sei o que teria conseguido fazer.


Também no Vaticano vale muito a pena visitar a Basílica de São Pedro (gratuita) - um dos maiores e mais importantes edifícios católicos do mundo.  É enorme, com uma área de 23 000 m2, podendo albergar mais de 60 000 devotos no seu interior. No seu interior pode ser vistas inúmeras obras de artes, destaco o Baldaquino de Bernini, La Pietá de Michelangelo e a estátua de São Pedro. Não saiam sem passar a mão pelos pés de São Pedro (reza a lenda que tal gesto trará sorte), podem constatar que os pés do mesmo estão gasto pelo toque dos vários devotos que aí passam todos os dias.


La Bocca della Verità é também um símbolo a visitar. Situada no pórtico da Igreja de Santa Maria in Cosmedin (Igreja medieval que vale a pena visitar). Muitas histórias se contam em relação a esta escultura de mármore. A mais badalada conta que um marido desconfiando da fidelidade da mulher, levou-a perante a Boca da Verdade. Esta fingiu um desmaio e o seu amante apanhou-a. Dessa forma a mulher jurou perante a Boca da Verdade que só havia estado entre os braços do marido e do homem que acabava de a segurar. Reza a história que aqueles que não disserem a verdade ficariam sem a mão. Eu pus a mão e parece que me safei ;) A verdade é que não se sabe efectivamente a sua origem, muitos acreditam que não passa de um tampa de esgoto decorativa, verdade ou não, vale a pena pela piada de tirar uma foto.

As Igrejas são todas gratuitas e de uma enorme riqueza cultural e artística.  Depende de cada um se quer ou não deixar um donativo, ao fim cabo, elas são património de todos, património esse que precisa de restauro e cuidado frequente.


A alimentação em Roma é ligeiramente mais cara que em Portugal, não fossem eles das cidades mais visitadas da Europa. Confesso que não comemos fora muitas vezes, ficámos num apartamento, perto do centro, que tinha uma pequena cozinha e, como tal, fazíamos quase todas as refeições em casa. No dia do nosso aniversário fomos experimentar um restaurante típico (estilo tasca portuguesa) localizado no bairro onde estávamos hospedados. Comemos uma maravilhosa carbonara, como nunca tinha comida na vida - Carbonara original, feita apenas com ovos e pimenta preta, adorei e tentarei replicar em casa.  E comemos uma pizza maravilhosa de pimentos (pedimos de peperroni, mas o empregado não percebeu e também não quis saber, felizmente era boa), massa super fina e crocante. 
Restaurante La Locanda -
Lasagna alla Bolognesa
Restaurante La Locanda - Tiramisú

Infelizmente o atendimento não é como cá. Os empregados não são nada simpáticos, principalmente quando vêm que não és italiano. O que me desiludiu um pouco. Mas até percebo, é impossível manter o nível de simpatia elevado, quando todos os dias somos "inundados" por gente de fora. Possivelmente é que o vai acontecer por cá, agora que Lisboa está na moda.
Tivemos ainda outra experiência no restaurante La Locanda, só entrámos porque estávamos cansados e a morrer fome. A comida em si não era nada de extraordinário. O atendimento foi excelente, a empregada muito simpática e prestável (foi a única nos 5 dias). O melhor foi mesmo o tiramisú, uma autêntica maravilha.


E falando em Tiramisú, houve um sitio em que me viciei enquanto lá estive: a Pompi. Ah a bela da Pompi! Eu por mim vivia só de ir à Pompi, de certeza que me ia tornar numa baleia claro, mas ia valer a pena. A Pompi, meus queridos é um dos sítios onde podem comprar um belo e generoso tiramisú pela quantia de 4€, e têm para todos os gostos, pois eles não se ficam só pelo normal, têm também de morango, pistácio, frutos vermelhos, entre outros sabores. Quem não é apreciador não tem desculpa para não comer nada, pois eles têm também gelados e outra iguarias igualmente boas e calóricas.

Pompi - Tiramisu de Morango e Gelado de Morango e Pistácio



Capela Cerasi - Caravaggio
 Igreja Santa Maria del Popolo

Museu do Carabinieri - Gratuito
Muito interessante e bonito, vale a pena.

Castelo de Santo Ângelo

Biscoitos muito bons com Amaretti
(devia ter comprado mais)
Bombons Ferrero - edição que nunca tinha visto por cá,
bem bons por sinal (também devia ter comprado mais)


sexta-feira, 17 de março de 2017

Compras para a Cozinha = Formas novas

Aproveitei que estavam a bom preço e trouxe novas aquisições: 1 forma para pizzas e 1 forma para tortas.

Mal posso esperar para as usar.



quarta-feira, 15 de março de 2017

Creme de Couve Flor com Fios de Bacon

Ao M. apetecia-lhe "creme branco". Lá saiu creme de couve flor, inspirado na receita do Chefe Henrique Sá Pessoa. Com algumas alterações, ficou bastante boa, principalmente com o toque do bacon.

Peço desculpa pela qualidade das fotos. Tive de tirar as fotos bem rápido, porque senão só mostrava as tigelas vazias. Não sobrou nada.




Ingredientes:

  • 1 Couve flor média mais uma pequena
  • 1 chalota 
  • 1 pouco de manteiga (a gosto)
  • 1 pouco de azeite (a gosto)
  • 1 l de leite  ou água (à escolha, usei de aveia)
  • 1 folha de louro
  • 1 embalagem de fios de bacon
  • Creme de Vinagre Balsâmico (a gosto)





Preparação:

Comecem por cortar a couve flor e a chalota em pedaços, refoguem tudo em manteiga, cerca de 5 minutos.

Juntem o leite até cobrir a couve-flor, e deixem cozer com uma folha de louro durante 5 minutos.

Numa frigideira anti-aderente, fritem os fios de bacon, sem adicionar qualquer gordura. Reservem.

Triturem bem o preparado. Rectifiquem os temperos e juntem um pouco de creme de vinagre balsâmico, misturem bem.

Sirvam, reguem com mais creme de vinagre e, por cima, os fios de bacon.

Apreciem.



segunda-feira, 13 de março de 2017

Dica: Barritas de Aveia, Cranberry. Romã e Cacau

Descobri estas barritas/Bolachas no Jumbo, decidi experimentar, e não é que adorei?!

São bastante saciantes, e supostamente não têm açúcar adicionado (mas tem edulcorantes). 

Da minha parte estão aprovadas. Para de vez em quando, quando não há tampo para levar um lanche para o trabalho.



segunda-feira, 6 de março de 2017

Restaurante Vegetariano - Jardins Proibidos (Rua Mãe de água - Lisboa)

A minha grande amiga L. fez anos e teve a excelente ideia de escolher este restaurante (Jardins Proibidos) para comemorar o seu dia. Devo dizer que superou as minhas expectativas. 

A comida é deveras maravilhosa - bem confeccionada, bem saborosa.
O atendimento de uma enorme simpatia e preocupação, de qualquer um dos empregados (eram ainda alguns) nada a dizer, a não ser: "óptimo trabalho". 
O espaço, bastante amplo, bem decorado, convidativo. Tem igualmente um jardim fechado, muito simpático, do que pude ver. 

Falemos então da refeição.
Tábua de queijos vegans

Para entrada, azeitonas (boas, mas tão boas) e húmus - daqueles como nunca, mas nunca, tinha comido num restaurante,  textura certa e bem temperado, maravilhoso - acompanhado de um cesto de pão (muito bom por acaso, tentei perceber de onde vinha, mas não me quiseram contar, compreensível). E, a nosso pedido, uma tábua de queijos igualmente maravilhosa. Infelizmente já não me lembro ao certo do que eram feitos os queijos, penso que um seria de amêndoa, outro de pimentas (preta e rosa) e havia mais dois, esses, não me lembro mesmo. Recomendo vivamente esta entrada, apesar de eles aconselharem para duas pessoas, dá sem problema para quatro (que não se importem de experimentar apenas um pouco de cada).

Caco Burguer
Havia imensas escolha para prato principal, cada uma melhor que a outra. Escolhemos quatro que foram:

Caco Burguer - Hambúrguer de seitan, cogumelos e legumes, com cebola caramelizada, pasta de tofu com mostarda e rúcula (muitooo bom).
Espetadinhas Místicas

Espetadinhas Místicas - Espetadas de seitan e tofu, com abacaxi, marinas em tandori, acompanhas de salada de beterraba, maça e espinafres salteados (Bom, mas a parte do tofu tende a ficar ligeiramente seco).

Yoga Balance Bowl - Lentilhas moong cozidas em óleo de côco e especiarias, com arroz integral e vegetais preparados segundo os princípios da ayurveda. (estava muito bom, no entanto, exageraram naquilo que eu penso serem sementes de mostarda).
Ioga Balance Bowl

Parmegiana de Seitan









Parmegiana de Seitan - Seitan panado com farinha de mandioca, coberto com molho de tomate e gratinado de mozzarela. (Foi o que mais gostei, irei tentar reproduzir em casa).


Das sobremesas escolhidas a que mais surpreendeu, penso que tenha sido a chamuça de banana. Apesar de não ser bem uma chamuça, era divinal, muito bem concebida, um pouco grande, talvez, como fim de uma refeição (não que eu não a tivesse comido claro, fiquei quase a explodir, mas fui forte, comi tudo! :D ). As restantes eram igualmente boas, vegans e sem adição de açúcar refinado. 

A repetir, sem dúvida.

De 0 a 5, dou: 4.


Sobremesas: Cheesecake Vegan de Maracujá, Cheesecake de Lima, Tarte de Chocolate e Alperce, Chamuça de Banana com molho de café.